segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Rede hoteleira é um dos principais “clientes” do PR
Estado é o terceiro em número de expositores da maior feira de
fornecedores para o setor, que movimenta R$ 20,5 bilhões por ano no país
Do xampu à cama utilizada por um hóspede em Salvador, na Bahia, haverá um toque paranaense. O estado é o terceiro em participação na Equipotel, feira de equipamentos para hotelaria e gastronomia, que começa hoje em São Paulo. Com 19 expositores, o Paraná fica atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Entre móveis, porcelanas e outros produtos, há uma lista de 1,6 mil itens que um hotel precisa para se manter funcionando, com compras feitas em prazos de 24 horas a três anos. “É preciso ter um planejamento minucioso das necessidades do estabelecimento. Isso é feito em conjunto com diferentes áreas, como governança ou cozinha”, diz Antonio Xavier Siqueira, presidente da Associação Brasileira dos Compradores para Hotéis e Restaurantes (Abracohr).
Cliente exigente, a hotelaria segue manuais de padrões para adquirir produtos e serviços, principalmente no caso das redes internacionais. Especificações técnicas e de qualidade fazem parte dos critérios para ser admitido como fornecedor. “O hotel busca a maior produtividade, no menor espaço possível, com o melhor custo. Resistência e durabilidade são fundamentais”, explica Rodrigo Tavares, da Rodriaço Metalúrgica, fabricante de cozinhas industriais. Isso faz com que o fornecedor também invista em tecnologia, bons materiais e otimização de recursos e processos produtivos. Há três anos, Tavares investiu R$ 3 milhões para readequar a linha de produção, que inclui balcões de inox e estações de gastronomia.
“Tivemos um bom retorno, com projetos vendidos para mais de 20 hotéis”, diz. O parque fabril da Rodriaço vai dobrar até o fim de 2013, com a inauguração da nova unidade em Fazenda Rio Grande, de 22 mil metros quadrados.
A Germer, produtora de porcelanas finas instalada em Campo Largo, é uma das líderes na venda de louças e refratários para o mercado institucional. As peças precisam ser mais resistentes, com design adequado e material sem absorção de água. A empresa mantém convênios com as maiores escolas de gastronomia do país. Em troca do fornecimento das peças, recebe as impressões dos profissionais, o que ajuda a aperfeiçoar coleções e desenvolver novos produtos. “Fomos os primeiros a produzir a linha single food, de minicaçarolas, usados em coquetéis”, cita Osvaldo Rangel Fazolani, diretor comercial da Germer.
Os colchões produzidos pela Móveis Gazin, de Douradina, no Noroeste do estado, também foram readaptados para os hotéis.“A estrutura e a densidade da espuma foram reforçadas”, conta Osmar Gazin, diretor comercial da empresa. Vender para hotel também exige planejamento do fornecedor. “As vendas são técnicas, cotadas hoje para serem efetivadas com prazos maiores”, conta Gazin. Isso implica em um aprendizado importante na relação fornecedor-hoteleiro.
Gazeta do Povo
Do xampu à cama utilizada por um hóspede em Salvador, na Bahia, haverá um toque paranaense. O estado é o terceiro em participação na Equipotel, feira de equipamentos para hotelaria e gastronomia, que começa hoje em São Paulo. Com 19 expositores, o Paraná fica atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Entre móveis, porcelanas e outros produtos, há uma lista de 1,6 mil itens que um hotel precisa para se manter funcionando, com compras feitas em prazos de 24 horas a três anos. “É preciso ter um planejamento minucioso das necessidades do estabelecimento. Isso é feito em conjunto com diferentes áreas, como governança ou cozinha”, diz Antonio Xavier Siqueira, presidente da Associação Brasileira dos Compradores para Hotéis e Restaurantes (Abracohr).
Cliente exigente, a hotelaria segue manuais de padrões para adquirir produtos e serviços, principalmente no caso das redes internacionais. Especificações técnicas e de qualidade fazem parte dos critérios para ser admitido como fornecedor. “O hotel busca a maior produtividade, no menor espaço possível, com o melhor custo. Resistência e durabilidade são fundamentais”, explica Rodrigo Tavares, da Rodriaço Metalúrgica, fabricante de cozinhas industriais. Isso faz com que o fornecedor também invista em tecnologia, bons materiais e otimização de recursos e processos produtivos. Há três anos, Tavares investiu R$ 3 milhões para readequar a linha de produção, que inclui balcões de inox e estações de gastronomia.
“Tivemos um bom retorno, com projetos vendidos para mais de 20 hotéis”, diz. O parque fabril da Rodriaço vai dobrar até o fim de 2013, com a inauguração da nova unidade em Fazenda Rio Grande, de 22 mil metros quadrados.
A Germer, produtora de porcelanas finas instalada em Campo Largo, é uma das líderes na venda de louças e refratários para o mercado institucional. As peças precisam ser mais resistentes, com design adequado e material sem absorção de água. A empresa mantém convênios com as maiores escolas de gastronomia do país. Em troca do fornecimento das peças, recebe as impressões dos profissionais, o que ajuda a aperfeiçoar coleções e desenvolver novos produtos. “Fomos os primeiros a produzir a linha single food, de minicaçarolas, usados em coquetéis”, cita Osvaldo Rangel Fazolani, diretor comercial da Germer.
Os colchões produzidos pela Móveis Gazin, de Douradina, no Noroeste do estado, também foram readaptados para os hotéis.“A estrutura e a densidade da espuma foram reforçadas”, conta Osmar Gazin, diretor comercial da empresa. Vender para hotel também exige planejamento do fornecedor. “As vendas são técnicas, cotadas hoje para serem efetivadas com prazos maiores”, conta Gazin. Isso implica em um aprendizado importante na relação fornecedor-hoteleiro.
Gazeta do Povo
Paraná continua na “lanterninha” dos investimentos
O volume de recursos previstos pela União para 2013 é 12% superior ao de 2012. Ainda assim, o estado é o 3º que menos vai receber, proporcionalmente, na previsão de repasses
O Paraná é o terceiro estado com menos investimentos por habitante
previstos no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) da União para 2013.
A proposta, encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional no
dia 30 de agosto, sugere a realização de R$ 806 milhões em obras no
estado ao longo do próximo ano, o que equivale a R$ 76,15 por
paranaense. Proporcionalmente, o valor só supera os R$ 63,07 previstos
por morador do Rio de Janeiro e os R$ 31,33 por paulista.
Na comparação com os dois vizinhos do Sul, o texto propõe que cada catarinense e cada gaúcho receba, respectivamente, 213% e 124% a mais que cada paranaense. Apesar das diferenças, o volume de investimentos previstos para o Paraná em 2013 é 12% superior em relação aos R$ 721 milhões propostos pelo governo federal no projeto do orçamento de 2012. No ano passado, a média por habitante estipulada para o estado foi de R$ 68,64, superior apenas à de São Paulo, de R$ 26,71.
Nas duas propostas orçamentárias, a maioria dos empreendimentos para o Paraná ficou concentrada na área de transportes. Dos R$ 575 milhões reservados para o setor ao longo de 2013, R$ 170 milhões são destinados à manutenção de trechos rodoviários. A obra mais cara é a construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, ligando o Brasil ao Paraguai, estimada em R$ 86 milhões. Em segundo lugar aparece a construção do trecho entre os municípios de Porto Camargo e Campo Mourão, na BR-487.
Outros R$ 192 milhões são destinados aos investimentos em educação. Desse valor, R$ 53 milhões vão para o programa de Reestruturação e Expansão de Instituições Federais de Ensino Superior (Reuni). Outros R$ 47 milhões são para a implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
Levantamento
Os dados são referentes apenas a investimentos (como a construção de uma escola ou a reforma de uma rodovia). Eles foram obtidos a partir de um levantamento com informações sobre todos os estados produzido pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento. Os números refletem aquilo que o governo federal planeja aplicar em obras por conta própria e integram uma modalidade conhecida no jargão orçamentário como despesa “discricionária” – valores que a União tem autonomia para escolher quanto e onde investir ao longo da execução do orçamento.
Não entram na conta as despesas obrigatórias, como as transferências constitucionais a estados e municípios, o pagamento de aposentadorias e as despesas com pessoal da ativa.
As planilhas da SOF também trazem informações sobre as despesas discricionárias com o custeio da máquina. Na soma das verbas previstas no projeto do orçamento de 2013 para custeio e investimento, os recursos para o Paraná vão para R$ 4,07 bilhões. O valor é 3,3% menor que os R$ 4,2 bilhões previstos no projeto de 2012.
Projeto prevê PAC, mas não metrô de Curitiba
Os investimentos para o Paraná listados entre as despesas discricionárias no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 incluem as obras de infraestrutura previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o estado, mas não citam os recursos reservados para o metrô de Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, é possível que sejam destinadas mais verbas para o estado dentro da modalidade de aplicação “nacional” ou para a “Região Sul”.
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também informou pela assessoria de imprensa que “não recebeu qualquer solicitação ou projetos do governo do estado para inclusão de novos investimentos para o Paraná”. Segundo ela, “o Paraná tem vários investimentos assegurados no orçamento federal e foi contemplado com recursos de vários programas, como o Minha Casa, Minha Vida”.
O metrô de Curitiba, que vai contar com o aporte de R$ 1 bilhão da União, é citado como outro exemplo. Além disso, há empreendimentos pagos por empresas estatais e que não entram na conta, como as obras da Petrobras na refinaria de Araucária.
A assessoria da Casa Civil cita que “ainda não foi individualizado o montante que será aplicado na dragagem do porto de Paranaguá, o que será feito tão logo a licença ambiental seja aprovada”. O projeto da LOA de 2013, contudo, já apresenta pelo menos R$ 35 milhões para “dragagem e adequação de navegabilidade” em Paranaguá.
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu informou que “são de conhecimento do governo federal todas as demandas do estado para ampliar, modernizar e melhorar a infraestrutura logística do Paraná”.
Na comparação com os dois vizinhos do Sul, o texto propõe que cada catarinense e cada gaúcho receba, respectivamente, 213% e 124% a mais que cada paranaense. Apesar das diferenças, o volume de investimentos previstos para o Paraná em 2013 é 12% superior em relação aos R$ 721 milhões propostos pelo governo federal no projeto do orçamento de 2012. No ano passado, a média por habitante estipulada para o estado foi de R$ 68,64, superior apenas à de São Paulo, de R$ 26,71.
Nas duas propostas orçamentárias, a maioria dos empreendimentos para o Paraná ficou concentrada na área de transportes. Dos R$ 575 milhões reservados para o setor ao longo de 2013, R$ 170 milhões são destinados à manutenção de trechos rodoviários. A obra mais cara é a construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, ligando o Brasil ao Paraguai, estimada em R$ 86 milhões. Em segundo lugar aparece a construção do trecho entre os municípios de Porto Camargo e Campo Mourão, na BR-487.
Outros R$ 192 milhões são destinados aos investimentos em educação. Desse valor, R$ 53 milhões vão para o programa de Reestruturação e Expansão de Instituições Federais de Ensino Superior (Reuni). Outros R$ 47 milhões são para a implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
Levantamento
Os dados são referentes apenas a investimentos (como a construção de uma escola ou a reforma de uma rodovia). Eles foram obtidos a partir de um levantamento com informações sobre todos os estados produzido pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento. Os números refletem aquilo que o governo federal planeja aplicar em obras por conta própria e integram uma modalidade conhecida no jargão orçamentário como despesa “discricionária” – valores que a União tem autonomia para escolher quanto e onde investir ao longo da execução do orçamento.
Não entram na conta as despesas obrigatórias, como as transferências constitucionais a estados e municípios, o pagamento de aposentadorias e as despesas com pessoal da ativa.
As planilhas da SOF também trazem informações sobre as despesas discricionárias com o custeio da máquina. Na soma das verbas previstas no projeto do orçamento de 2013 para custeio e investimento, os recursos para o Paraná vão para R$ 4,07 bilhões. O valor é 3,3% menor que os R$ 4,2 bilhões previstos no projeto de 2012.
Projeto prevê PAC, mas não metrô de Curitiba
Os investimentos para o Paraná listados entre as despesas discricionárias no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 incluem as obras de infraestrutura previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o estado, mas não citam os recursos reservados para o metrô de Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, é possível que sejam destinadas mais verbas para o estado dentro da modalidade de aplicação “nacional” ou para a “Região Sul”.
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também informou pela assessoria de imprensa que “não recebeu qualquer solicitação ou projetos do governo do estado para inclusão de novos investimentos para o Paraná”. Segundo ela, “o Paraná tem vários investimentos assegurados no orçamento federal e foi contemplado com recursos de vários programas, como o Minha Casa, Minha Vida”.
O metrô de Curitiba, que vai contar com o aporte de R$ 1 bilhão da União, é citado como outro exemplo. Além disso, há empreendimentos pagos por empresas estatais e que não entram na conta, como as obras da Petrobras na refinaria de Araucária.
A assessoria da Casa Civil cita que “ainda não foi individualizado o montante que será aplicado na dragagem do porto de Paranaguá, o que será feito tão logo a licença ambiental seja aprovada”. O projeto da LOA de 2013, contudo, já apresenta pelo menos R$ 35 milhões para “dragagem e adequação de navegabilidade” em Paranaguá.
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu informou que “são de conhecimento do governo federal todas as demandas do estado para ampliar, modernizar e melhorar a infraestrutura logística do Paraná”.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
As cidades mais quentes do Paraná
Regiões Norte, Noroeste e Oeste concentram os municípios onde faz calor acima da média
Temperaturas elevadas e termômetros que podem atingir máximas de 40ºC. Essa é a realidade nas cidades mais quentes do Paraná, grande parte delas localizada no Noroeste. Nesta região há baixa altitude e influência dos sistemas quentes e secos, explica o meteorologista Samuel Braun, do Instituto Tecnológico Simepar.
Segundo Braun, as temperaturas têm relação com a latitude, pois as massas de ar quente normalmente avançam de Norte/Noroeste, e com a altitude. Quanto maior a altitude, mais frio, e vice-versa.
Veja a seguir algumas das cidades mais quentes do Paraná, entre os municípios que possuem estações meteorológicas monitoradas pelo Simepar. As localidades foram listadas conforme a temperatura média anual*:
Paranavaí
Localizada no Noroeste do estado, Paranavaí registra uma temperatura média anual de 24ºC. Com relação a valores extremos, os termômetros chegam a atingir a casa dos 41,5ºC na cidade. Em março de 2009, temperaturas de 35°C fizeram o asfalto derreter.
Icaraíma
Em Icaraíma, no Noroeste, a temperatura média anual é de 24ºC. O clima na cidade é o subtropical, com temperaturas elevadas e concentração de chuvas no verão.
Querência do Norte
A média anual em Querência do Norte é de 24ºC. A cidade fica no Noroeste do estado e a uma altitude de cerca de 340 metros acima do nível do mar.
Diamante do Norte
Em Diamante do Norte, no Noroeste, a temperatura média anual fica em 24ºC.
Loanda
A temperatura média em Loanda é de 24ºC. A cidade, no Noroeste, está a cerca de 500 metros acima do nível do mar.
Guaíra
Localizada no Oeste do estado, Guaíra registra temperatura média de 23ºC.
Santa Helena
A média em Santa Helena, no Oeste, é de 23ºC. Com clima subtropical, a média nos meses de verão alcança os 38°C.
Palotina
Palotina, no Oeste, registra 23ºC de média, com extremos na casa dos 41,2ºC. Tem verões quentes e concentração das chuvas no verão.
Cambará
A temperatura média em Cambará é de 22ºC, com máxima de 41,1ºC. No trimestre mais quente, a média varia de 27 a 28ºC e no trimestre mais frio, de 17 a 18ºC. Os índices médios anuais de umidade relativa do ar variam de 75 a 80%.
Foz do Iguaçu
A temperatura anual média em Foz do Iguaçu, no Oeste, é de 22ºC. O clima é o subtropical, com verões quentes e geadas pouco frequentes. A tendência é de concentração de chuvas nos meses de verão, sem estação seca definida.
* Com relação a valores extremos (não médias), as mais quentes seriam Morretes (41,6 °C), Paranavaí (41,5 °C), Palotina (41,2 °C) e Cambará (41,1 °C).
Gazeta do Povo
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